No mundo de "1984", os seres humanos eram vigiados por câmeras. O controle da massa era reforçado massivamente pelos meios de comunicação e não havia espaço para a contestação - até porque o vocabulário era paulatinamente empobrecido, limitando a capacidade de expressão. Para canalizar a insatisfação pessoal, o sistema criava inimigos externos. Estas figuras também inspiravam temor nos cidadãos e os persuadiam a aceitar a limitação de suas liberdades individuais. Também havia eventos catárticos de histeria. E a produção cultural não era fruto das subjetividades individuais, mas de um apanhado aleatório de clichês.
Ainda bem que tudo não passa de ficção.
Ainda bem que tudo não passa de ficção.