segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pensamento do dia

"As mentes fortes jamais são dóceis" (Jack London)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pensamento da noite

Esta insônia é a sua parte em mim com saudade do espelho.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Frase do dia

Complementando o texto de ontem:

"Somos ousados para agir, mas ao mesmo tempo gostamos de refletir sobre os riscos que pretendemos correr. Para outros homens, ao contrário, ousadia significa ignorância e reflexão traz a hesitação. Deveriam ser justamente considerados mais corajosos aqueles que, percebendo claramente tanto os sofrimentos quanto as satisfações inerentes a uma ação, nem por isso recuam diante do perigo". (Tucídides)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Envilhecendo

Quando somos jovens, idealistas e impetuosos, não percebemos que para mudar a realidade é preciso conhecê-la. Pretendemos transformar o mundo com palavras de ordem e manifestos... Guiamo-nos por resenhas mal escritas de teorias libertárias, mas não conhecemos o verdadeiro preço da liberdade. Nem do aluguel.

Aos olhos de quem "mal começou a conhecer a vida" a fase adulta é indissociável de uma certa traição. Parece impossível passar dos 30 sem "vender-se ao sistema", como se a sucessão de dias e noites amolecesse os ideais, fazendo de revolucionários, pequenos burgueses e de poetas, gerentes de marketing.

De fato, os anos dão um novo significado à expressão "fim do mês". Mas tornar-se adulto vai muito além. É dar o adeus definitivo à placenta. Alguns dos meus livros prediletos falam desta jornada, como "O Apanhador no Campo de Centeio" e "O Encontro Marcado", que eu recomendo veementemente.

Para virar um mito do rock, o caminho mais apropriado ainda é seguir o lema "viva rápido, morra cedo", como fizeram Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain, que não passaram dos 27 anos. Ou James Dean, morto aos 24.

Mas há quem não considere morrer de overdose o supra-sumo do heroísmo. A juventude é a fase mais linda da existência, mas, convenhamos: o amadurecimento tempera as paixões. Deslocar-se pelas veredas da política, do amor, da amizade com autoconhecimento e sem a histeria da juventude é muito mais produtivo, pelo menos a longo prazo.

No fim das contas, o importante é lutar contra o comodismo. E neste ponto, me lembro sempre do filme "Edukators". Em um dado momento, um executivo fala para um grupo de jovens revolucionários que o sequestrara que a transição para a idade adulta é sutil, e antes que se deem conta eles estarão votando nos candidatos conservadores. No fim do filme, após escapar de um cerco, eles respondem com um bilhete: "algumas pessoas não mudam".

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Majas e Machos


Nos últimos meses, tenho conhecido mais profundamente algumas pessoas de espírito livre. Muitas são do sexo feminino e, entre estas, um perfil vem se destacando: as majas. Sabe aquelas mulheres decididas e dotadas de uma personalidade forte dos filmes de Almodóvar, das pinturas de Goya? São elas.
Essas criaturas formam um arquétipo oposto ao da Amélia e nem sempre são plenamente entendidas pelos homens, embora exerçam sobre eles um magnetismo natural. Não à toa, algumas se divorciam, brigam com o pai, são consideradas ovelhas negras etc.
Curiosamente, desta minha amostragem, todas as majas que são mães (solteiras, em geral) têm filhas e não filhos. Talvez seja devido a algum gene X ultradominante. É o caso da própria Leila Diniz, ícone maior das majas brasileiras.
Aprendi a admira-las também pela capacidade de passar da juventude para a idade adulta por "parto natural", pela própria potência que trazem em si. Nós, homens, em geral precisamos de "cesariana" para deixarmos de agir, já diria Caetano, como bezerros gritando "mamãe".