Pássaros disputam
migalhas de pão;
turistas
disputam
suas fotos
quinta-feira, 19 de abril de 2018
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Ainda a televisão
Para os nativos televisivos
Vejo a miséria humana
refletida na TV
mas ela
não se vê,
não faz reflexão.
A TV,
meu irmão,
A TV
só querTe Vender
E o que sobra
não serve
nem pra informação.
segunda-feira, 12 de março de 2018
Inverno astral # 2
O silêncio aumenta o volume
dos pensamentos.
O frio encontra caminhos
até o corpo
Movimentos antes elásticos
se tornam calculados
No ar
pombos dançam seu ballet
Na água
patos alinham séquitos
Na lacuna do teu corpo,
o desejo voa até você,
meu verão.
dos pensamentos.
O frio encontra caminhos
até o corpo
Movimentos antes elásticos
se tornam calculados
No ar
pombos dançam seu ballet
Na água
patos alinham séquitos
Na lacuna do teu corpo,
o desejo voa até você,
meu verão.
quarta-feira, 7 de março de 2018
prazo curto
Na derrota
todos demônios te visitam.
Quem sabe
fumar ajude a pensar...
Meu amor,
eu chego já.
Você pode imaginar
o quanto estou à flor da pele.
Quando se troca
a fragilidade pela força,
o inferno da liberdade
tem seu preço
Você pode imaginar
estar tão aberto?
Não preciso descansar.
Primeiro, o respeito.
Depois, resistir.
No dia de derrota
(tá passando, mas não passa),
posso rir
da própria desgraça.
Esse já não sou eu.
É alguém maior
do que o cansaço
Recife, 21 de fevereiro de 2018
todos demônios te visitam.
Quem sabe
fumar ajude a pensar...
Meu amor,
eu chego já.
Você pode imaginar
o quanto estou à flor da pele.
Quando se troca
a fragilidade pela força,
o inferno da liberdade
tem seu preço
Você pode imaginar
estar tão aberto?
Não preciso descansar.
Primeiro, o respeito.
Depois, resistir.
No dia de derrota
(tá passando, mas não passa),
posso rir
da própria desgraça.
Esse já não sou eu.
É alguém maior
do que o cansaço
Recife, 21 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
A calma
A gente só precisa de sol,
chuva, saliva,
ervas
no fim da tarde.
O poente faz sua saudação
Nas folhas frias da mangueira
O esquecimento cura os cortes
A distância fecha as portas
A poesia sai das gavetas do quarto
para as paredes da sala.
Das folhas secas
brota a vida
chuva, saliva,
ervas
no fim da tarde.
O poente faz sua saudação
Nas folhas frias da mangueira
O esquecimento cura os cortes
A distância fecha as portas
A poesia sai das gavetas do quarto
para as paredes da sala.
Das folhas secas
brota a vida
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