O mundo não tem tempo pra poesia,
nem espaço pra indignação.
Somente a prosa do dia-a-dia
grassa nesta esfera em rotação.
E que graça há nesta alegria
de cifras, valium, alienação?
Não haverá chance de euforia,
sem ecstasy, coca, competição?
O silêncio entre dois corpos,
a rocha coberta pelo manto
branco da espuma do mar,
"A sociedade dos poetas mortos".
Lembre-se: todo este tanto
você ainda pode contemplar.
(André Zahar - 5/10/2009 - 1h AM)
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