segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Soneto da Pós-Modernidade

O mundo não tem tempo pra poesia,
nem espaço pra indignação.
Somente a prosa do dia-a-dia
grassa nesta esfera em rotação.

E que graça há nesta alegria
de cifras, valium, alienação?
Não haverá chance de euforia,
sem ecstasy, coca, competição?

O silêncio entre dois corpos,
a rocha coberta pelo manto
branco da espuma do mar,

"A sociedade dos poetas mortos".
Lembre-se: todo este tanto
você ainda pode contemplar.

(André Zahar - 5/10/2009 - 1h AM)

Nenhum comentário: