As mulheres reclamam das consequências tóxicas da revolução que fizeram. Dizem que a igualdade política, econômica e social com os homens as tem forçado a uma vida de super-heroínas, a um extenuante desdobrar-se entre as funções de proletária (ou executiva), mãe, rainha do lar e objeto de desejo para atender expectativas inalcançáveis. Mas e os homens? Quem se preocupa com o mal estar deles? Não é nem um pouco mais fácil a vida dos varões nestes tempos de "Sex And The City" mas, aparentemente, o drama masculino não dá Ibope.
As mulheres de Atenas venceram a guerra de trincheiras contra os homens de Esparta. Ganharam os direito de votar, acasalar livremente e dividir conosco as baias dos escritórios. A despeito das resistências machistas, se mostraram mais competentes em todos estes papéis. E falo com a experiência de quem teve "chefas" em três empregos nos últimos quatro anos.
E o mal estar não termina aí. Em um mundo onde cientistas já são capazes de criar espermatozóides a partir de células-tronco da medula óssea feminina, o homem parece caminhar para a extinção. Nossa falta de pespectivas, aliada às exigências femininas crescentes gera problemas mais imediatos, que conduzem a uma necessidade de reiventar-se e fazer a matrícula na academia. Para ser um macho alfa, o homem pós-moderno, sem a banca de provedor, tem literalmente que rebolar. Saber dançar no salão é uma exigência, mas há outras: vestir-se bem, cozinhar como o Olivier Anquier e ceder o controle remoto no horário do programa da GNT.
É dura a vida do estivador. A nós, bravos guerreiros, sobraram cada vez menos alternativas. Alguns já assinaram a rendição incondicional e viraram emos.
Por mais que eu aplauda as mulheres, não posso deixar de prestar solidariedade aos homens. Como forma de protesto, mantenho a minha militância pró-barriga de chope. A minha própria segue proeminente e renitente... até minha chefe ou minha namorada mandarem eu dar cabo dela.
3 comentários:
É, Chavez...
Já diria a sabedoria esquecida por Rodrigo Ferraz:
http://www.youtube.com/watch?v=EmD5R9wABoM&feature=player_embedded#
Jundas!
Putz, esse texto não podia ser mais machista... Os homens têm uma dívida secular com as mulheres e devem pagar cada centavinho por isso... Mané solidariedade...
Ainda bem que eu gosto de gordinho.
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