Nos últimos meses, tenho conhecido mais profundamente algumas pessoas de espírito livre. Muitas são do sexo feminino e, entre estas, um perfil vem se destacando: as majas. Sabe aquelas mulheres decididas e dotadas de uma personalidade forte dos filmes de Almodóvar, das pinturas de Goya? São elas.
Essas criaturas formam um arquétipo oposto ao da Amélia e nem sempre são plenamente entendidas pelos homens, embora exerçam sobre eles um magnetismo natural. Não à toa, algumas se divorciam, brigam com o pai, são consideradas ovelhas negras etc.
Curiosamente, desta minha amostragem, todas as majas que são mães (solteiras, em geral) têm filhas e não filhos. Talvez seja devido a algum gene X ultradominante. É o caso da própria Leila Diniz, ícone maior das majas brasileiras.
Aprendi a admira-las também pela capacidade de passar da juventude para a idade adulta por "parto natural", pela própria potência que trazem em si. Nós, homens, em geral precisamos de "cesariana" para deixarmos de agir, já diria Caetano, como bezerros gritando "mamãe".
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