As declarações ontem do Tiririca no Congresso (“Cheguei dando sorte”, sobre o aumento de 70% no salário dos parlamentares) me fizeram mudar de opinião.
Eu sempre defendi a eleição dele (assumindo que não tenho juízo formado sobre a questão do analfabetismo), agora acho que ele tem que ser reeleito, se for o caso.
A declaração dele me lembrou daquele livro “Elogio da Loucura”. Então, parafraseando Erasmo de Rotterdam: “O palhaço é o único que tem autorização para dizer a verdade”.
Tenho a expectativa de que o Tiririca será uma peça fundamental na próxima legislatura, denunciando pelo avesso – o avesso da histeria – as dissimulações e o corporativismo dos homens públicos; lançando luz nas jogadas espúrias feitas no escurinho do cinema; e desnudando o lado picaresco da política.
Ele será a mosca na sopa que vai mostrar o quanto nos anulamos como cidadãos e o quanto somos culpados pela malversação dos recursos públicos.
A política não se faz sem bufões, e o Tiririca pode se tornar o maior deles.
Se isso acontecer, melhor do que tá vai ficar.
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Antes de me atirar tomates, leia isso aqui.
Um comentário:
Concordo em gênero, número e grau (e até em uma quarta dimensão de flexão, se existir). :)
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