Quando o mar beijar o asfalto
com tato diluviano
uma Venus no concreto
vai dar o seu recado
com a língua
queimando
de magma
Drama violeta no darma,
dardejando arpão azul
na textura
duma transa
de estrutura
elástica
Carros na Rua Fundição
roçam prédios que dão sarna
o cheiro o sabor e o tesão
lambendo
a massa
asfáltica
No brilho gestante da manhã
o sol-deus vesuviano
abre o seu robe de banho
e fossiliza
abraços
humanos
Nenhum comentário:
Postar um comentário