segunda-feira, 13 de abril de 2009

Alcoolismo e tabagismo? Não pode. Consumismo? Pode!!

A verdade é que o politicamente correto está acabando com a graça do mundo. Na minha época de criança se vendia chocolate com a foto de um infante, hoje um senhor de 59 anos, segurando um cigarrinho de hmm ..... CHOCOLATE BRANCO?? Na TV, em programa infantil, Mussum, o gênio, tomava todas e Didi fazia alusão a sexo anal enquanto uma atriz de filme erótico animava minhas manhãs (ops, acho que isso não mudou).

Se fosse hoje - quando as crianças cantam "não atire o pau no gato" - Trapalhões só passaria após 21h. Mas ok, reconheço. Tem certas coisas que é melhor controlar mesmo. Sou totalmente a favor da proibição da propaganda de cigarro com desenho animado, só considero estranho que ninguém ache politicamente incorreto os desenhos estimularem a pirralhada ao furor consumista. Não acredita? Pois clique e assista o vídeo. Nem sumbliminar esta propaganda é...

Por falar em propaganda, em verdade vos digo: toda propaganda é política, até - e principalmente - a anti-propaganda. Qualquer propaganda dos meus geniais colegas publicitários reforça um modelo de vida, uma estética, uma ética, uma erótica.

Neste aspecto, nós ocidentais esperneamos, COM RAZÃO, contra os totalitarismos dos outros. Citicamos desenhos palestinos que incitam o ódio a Israel; Dizemos que a Revolução Cultural chinesa foi uma perversão e por aí vai...



Tudo isso é vedade. A questão é que não olhamos para nossos próprios totalitarismos. Se olhássemos, veríamos que não é tão sutil quanto queremos crer a diferença do culto à personalidade na URSS e no atual "star system".

Stalin apagava das fotos os seus desafetos, o Photoshop apaga as adiposidades das gostosas, o despotismo estético apaga as pessoas feias. (Ganha um pirulito diet quem me apontar uma cantora americana feia ou gordinha da nova geração - eu para onde eu olho só vejo as perfeitas Beyoncés, Nellys Furtados, Britney Spears... OBS: Não vale falar Amy Winehouse, ela é EXÓTICA e inglesa).

Nos regimes comunistas, os dissidentes sofriam expurgos. No new-fashion fascism sofrem severa discriminação (bullying) e, quando não viram emo, entram nas escolas atirando em quem veem pela frente.

A juventude hitlerista era estimulada a delatar os pais e vizinhos. O mini-telespectador que assiste "Três Espiãs Demais" enquanto os pais trabalham é motivado a importunar os genitores para levá-lo ao shopping (OBS: o shopping leblon acaba de construir um "shopping em miniatura" junto à praça de alimentação para condicionar as crianças ao consumo).

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"Free your mind and the rest will follow"!!! Eu não quero um mundo de criancinhas me perturbando para comprar iPods. Isso me lembra uma família que americana que eu vi na Alemanha, na qual cada criança - dois meninos de uns 7 e 4 anos e uma menina de uns 6 - tinha sua própria câmera digital (rosa no caso da mini-perua).

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Se você pretende oxigenar sua cabeça e olhar um pouco fora da matrix, nada como o humor destes caras. Adicione no seu feed: Malvados, Allan Sieber, Wagner e Beethoven, Adão Iturrusgarai, Angeli...

3 comentários:

Alain disse...

Politicamente correto ou incorreto não parece ser um termo de referência muito útil.

Há pouco tempo recebi o link para um documentário sobre a publicidade direcionada às crianças. É assustador. Veja!

O endereço é http://mais.uol.com.br/view/gc439u8dh7oo/criana-a-alma-do-negcio-04023964D8A17326?types=A& e chama "Criança, a alma do negócio".

Ah, e a própria Globo vetou a abertura do tal desenho das três garotas consumistas, pelo que os comentários todos falam.

Artur disse...

Boa! Mussum forevis!

Tiana disse...

Dá medo mesmo essa cultura consumista exagerada em crianças e adolescentes quando cada vez mais o mundo percebe que o ideal é que se consuma cada vez menos.