Mathieu Delorme (conforme "colei" em outro blog, já que devolvi o livro para a minha amiga) não deixa de ter razão ao pensar assim, mas de que serve a liberdade senão para criarmos vínculos? A liberdade absoluta conduz à paralisia, ao imobilismo. Ficamos como o Enforcado do Tarô. Inerte e com pés e mãos atados...
Mais do que isso, a escolha por não criar vínculos impede o auto-conhecimento.
Nós não existimos como uma essência. Não há natueza humana, nossa natureza se constroi nas relações. São elas que nos moldam ou pelo menos revelam quem somos. O inferno são os outros, mas nosso olhar sobre nós mesmos não é menos distorcido do que o do companheiro, amigo, colega...
Nossas relações com os outros podem despertar o que temos de pior e levar a crimes passionais, revoluções... Mas também há relações do tipo "Gentileza gera Gentileza", que nos inspiram a ser mais fraternos e solidários. Este segundo tipo vai prevalecer quando invertermos a lógica liberal (ou síndrome de Caim) que nos diz que quando cada indivíduo busca o melhor para si a sociedade como um todo sai ganhando. O tempo já demonstrou que quando cada um busca o melhor para a sociedade como um todo, cada indivíduo sai ganhando.
Portanto, use bem sua liberdade.
8 comentários:
Endossado!
Bebeste foi?
Engraçado que o "Idade da Razão" sempre aparece em certos momentos parecidos da sua vida...
Jundas!
vamos tdos virar o gentileza =)
eu tb li esse livro, e tb n concordava em nd com o mathieu! chegava quase a detestar ele, mas aí desisti, pq ele nem existe né, mó gastação de sentimento
Acho que a Carol me odiaria se me conhecesse bem
Mas afinal, quem é O Pilha??
Será que a liberdade existe? Será que os nossos atos são fruto de verdadeira reflexão, e portanto "conscientes" e deliberados? Ou terão os nossos atos uma origem em automatismos pré-cognitivos de mera sobrevivência?
Atualiza aê!
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