sexta-feira, 10 de abril de 2009

Por que Copy Luwak

Kopi Luwak ou Café Civet é um café produzido com grãos de café que foram comidos e passaram pelo sistema digestório do civeta (Paradoxurus hermaphroditus). O civeta - que é uma espécie semelhante ao gambá - come os grãos (...) Kopi Luwak, o café mais caro do mundo, vendido entre U$120 e U$600 USD o meio quilo, e é vendido principalmente no Japão e nos Estados Unidos. (Wikipedia)

Antes de mais nada, me apresento: eu sou um repórter. O que o c* do civeta tem a ver com as calças é que esta condição me leva a "digerir" permanentemente referências as mais diversas. Ela me levou da favela Nova Holanda à Academia Brasileira de Letras, com escalas em criadouro de trutas na Serrinha do Alambari, educandário para menores infratores em Bangu e no hotel mais luxuoso do Rio. Aprendo meu ofício circulando entre nobres e plebeus, aprendendo seus dialetos, farejando seus sofismas.

Mas NÃO PERCA O FOCO, pois nosso alemão é mais complexo. Copy Luwak não pretende ser um blog noticioso. É antes a reunião de restos não-metabolizados de tudo que se passa em uma "mente atribulada, terrivelmente neurotizada pela civilização", como diria Raul Seixas aos 24 anos.

E por que "Copy"? Não penso em resposta mais apropriada do que copiar um trecho do filme Clube da Luta: "everything is a copy, of a copy, of a copy". Se no jornalismo moderno impera a Lei de Lavoisier, também na minha personalidade não consigo conceber nada original que não seja uma mera combinação aleatória de Oscar Wilde, Kafka, Freud, Monty Pithon, Mr. Catra, Karl Marx, Mussum, Radiohead...

Veja. Somente neste texto de cinco parágrafos, já fiz quatro citações textuais, além de remeter indiretamente às minhas influências de System of a Down e Joaquim Ferreira dos Santos.

Para piorar, antes do ponto final ainda terei plagiado mais um grande pensador da humanidade. Pois se eu faço minha cabeça subindo no ombro de gigantes e anões, presto a eles um tributo adotando o civeta como o meu mascote de agora em diante.

11 comentários:

Boratime disse...

Zahar Copy Luwak entrando para a esfera da "dramaturgia cibernética" que afeta os jovens. Principalmente os nascidos na década de 80. Parabéns, Luwak! Vc vai longe... bjs da sua fã

DA URUSSANGA disse...

beijoarrasa!

Renato Grandelle disse...

Não é o café que o Jack Nicholson bebe naquele filme com o Morgan Freeman?

O Pilha disse...

um eu mais culto e contente! sou fã

Luiz Zahar disse...

Kopi Luwak? In scamnum veritas!

Sheila disse...

Aumenta que isso aí é Copy Luwak!! Finalmentooo, estravassa toda a gância aí...beijos!

Mariana Moura disse...

visão esquisita de um jornalista pertubado sobre um mundo perdido.

adorei.

Big Tony disse...

"Casa comigo!" :)

Para variar, mais uma tirada genial. Que começa pelo nome.

O Manifesto Primatista pode estar mais travado que a Rodada de Doha, o Loserpalooza poder ser um bloco distante e a nossa sitcom pode ser um arremedo de idéias malucas, mas a mente doentia e genial desse rapaz continua o impulsionando para frente. Com direito a todas as redundâncias.

É impressionante...

Falando sério, você ainda acha que eu sou a Apple???

Te amo (sem viadagem).

Big Tony disse...

"Casa comigo!" :)

Para variar, mais uma tirada genial. Que começa pelo nome.

O Manifesto Primatista pode estar mais travado que a Rodada de Doha, o Loserpalooza poder ser um bloco distante e a nossa sitcom pode ser um arremedo de idéias malucas, mas a mente doentia e genial desse rapaz continua o impulsionando para frente. Com direito a todas as redundâncias.

É impressionante...

Falando sério, você ainda acha que eu sou a Apple???

Te amo (sem viadagem).

Leo Zahar disse...

É isso aí... Esse é meu irmão... Lembrando nossa infância... Você é aquele mesmo irmão que me "copiava" em tudo?
Abraço forte, boa sorte com o blog. Um dia eu chego lá...

Aarao disse...

Urruuuuuuuuhulllllllll

ARRASÔ!