domingo, 16 de maio de 2010

Pragmatismo é pouco

A política brasileira não é para iniciantes. Repare:

  1. A candidata presidencial do Partido Verde é evangélica e se opõe à descriminalização do aborto e da maconha.
  2. O presidente do país, de um partido de esquerda, apoia a candidata a governadora da oligarquia no Maranhão, contra o candidato do Partido Comunista, e o candidato a senador da Igreja Universal no Rio de Janeiro.
  3. A Prefeitura do Rio de Janeiro faz um governo liberal com o apoio de partidos de esquerda (PT, PSB, PCdoB, PDT).
  4. O candidato de oposição à presidência promete fazer um governo de continuidade.
  5. O ex-Partido Comunista Brasileiro (atual PPS) é aliado do ex-Arena (atual DEM).
E por aí vai...

Como diria Tim Maia: "O Brasil é o único país em que puta goza, cafetão sente ciúmes, traficante é viciado e pobre é de direita"

Um comentário:

Luiz Zahar disse...

Ou seja, todos os rótulos estão ultrapassados. Bons tempos aqueles em que a gente sabia quem eram os bandidos e os mocinhos...
Bem vindo ao pós-modernismo com todas as suas contradições.
Quando Marx disse que "tudo que é sólido se desmancha no ar" estava sendo profético.
Talvez estejamos assistindo aos momentos finais de um drama com final infeliz. O fracasso das utopias democráticas.
Os sinais estão cada vez mais claros.
Quando você vê um milhão de pessoas robotizadas, pulando ao som de música eletrônica (gospel?) e parando uma cidade como o Rio de Janeiro, tudo em nome de uma deidade humana, a gente pode ver, como no ovo da serpente, o nascimento de um modelo hegemônico ditatorial que, espero, já não estar por aqui quando tomar as rédeas do poder.
Sorry, pelas más notícias.