Eu sou o moinho
a imprensa marrom
a varize
na parede do sonho
o editorialista
pré-rafaelista
inimigo da perspectiva
do dark side de Pind Floyd
da fase azul de Picasso.
Ofereço polidamente
a quem sofre porque sente
a noção clara
de certo e errado
o olhar sem linha de hesitação.
Ao viado
ópio publicitário:
compre aproveite não perca.
Chão de fábrica
para o desterrado.
Eu sou a liquidez de mercado
dos gênios de 27.
A misantropia
das bomba de fragmentação
dos protestos da mais alta
estima e consideração.
Sou filofobia
cortinas fechadas
vida partida.
Tratores que destroem mangues
levam meu nome
e no motor
carregam meu ódio,
que compacta a criação.
Eu sou a utopia de um mundo
que seja apenas trabalho
e genitalização
Rio de Janeiro, 30 de julho de 2011
Um comentário:
Muito bom! Parabéns!
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