quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ídolo

Lamba-te a ti mesmo
numa cama de aplausos.


Sorria marfim
para as catapultas de luz.


Deixa-te empalhar
em bytes e gigabytes.

Teu tempo agora
são gotas de licor:
embriaga-te.


E mais que tudo,
narciso cintilante,
a ninguém confessa
teu incômodo
com um qualquer
broto de pus.

2 comentários:

Paula Máiran disse...

Nossa, Zahar,
Você é sinistro, cara.
Isso é poesia ou é uma arma?
Diria: se arma branca, um soco inglês, ou pistola automática munida de bala de platina ou prata.
Pobre ídolo indefeso, desnudo, dissecado, desmascarado em sua escatológica vaidade.
Que mira, Zahar! Que mira...

Renato Grandelle disse...

Gostei da imagem da cama de aplausos. Mas deitar num comodismo desses pode ser perigoso... Um dia vou escrever bem assim, guerrilheiro!