sábado, 9 de junho de 2012

"A arte não ama os covardes" *

Invejo os poetas de dentes podres
                                                                                       Que na rua, com folhetos toscamente grampeados, chegam sem pedir ("licença?") e interrompem papos impo(rtan(ten))tes, vendem seu trabalho a dois reais e
           Não temem a empáfia,
               Não param na segunda dose,
        Dormem em catres,
                              Frequentam prostitutas e a Central do Brasil.
Veneráveis bardos-por mais que seus nomes jamais figurem numa antologia foda-se já estão em Pasárgada!
                      São eles os poetas verdadeiros. Os outros somos imitadores.




* Vinicius de Moraes

3 comentários:

Paula Máiran disse...

Tava aqui perdida sem tradução para o que ia em minha alma até que li seu poema e ouvi essa música que você postou... E ainda há quem não acredite em sincronicidade...

claudita disse...

Heróis. Tornam-se Filhos e Pais da Arte. Donos d si mesmo.

Leonardo Sales disse...

Uma vez coragem. Agora é tarde.