terça-feira, 22 de setembro de 2015

Teu espelho

Quis te fazer
chamar meu nome,
um nome
par.
Inocular
o sonho
preciso
do fausto
e da fome.
Te apresentar
meu eu
mais ermo,
esparso.
Encaixando
teus cachos
nos meus braços
sem risos sonoplásticos.
Como um som,
de tão próximo
nunca ouvido.
Corpo escuro
junto ao sol

jamais visto.

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